Amigos
Vou colocar o artigo do Mauro Santayana e pergunto, vamos apontar os
crimes dos Inimigos ou ficar como o Zé Trinidade – O negócio é
perguntar pela Maria – no caso – O Negócio é Apontar para a Dilma!
Lembrar a Renée, companheira do nosso Apolônio de Carvalho,na França
querendo retornar ao Brasil para prosseguir a Luta Armada nos
estertores – ” Toma querido Apolônio pega essa pistola e dá um tiro na
cabeça embaixo da Torre Eiffel, suicídio por suicídio lá é muito mais
charmoso…”
Faço o mesma comentário – querem se suicidar? – peguem uma pistola e
PIMBA! numa Democracia além de mais charme serão noticiado, já numa
Ditadura …

Escândalos abduzidos e a fonte de onde brota a corrupção, por Mauro Santaynna
30 de dezembro de 2014 | 20:24 Autor: Fernando Brito
bermudas
Do lúcido e vivido Mauro Santayanna sobre o ?desparecimento? de
escândalos e o manancial de corrupção que é o remédio que se recusam a
usar contra a corrupção na política, com eleições legal e imoralmente
finaciadas pelas empresas.
?Nas últimas semanas, o Brasil tem vivido sob o impacto das notícias
da ?Operação Lava-Jato?, que, em busca de associar ao Mensalão, muitos
chamam de Petrolão, esquecendo-se de que, enquanto se eleva esse novo
escândalo ao posto de ?o maior da história?, outros parecem ter se
escafedido em um imenso Triangulo das Bermudas, como se tivessem sido
reduzidos a pedacinhos pelas lâminas de Freddy Krueger, ou abduzidos
por alienígenas.
Esse é o caso, por exemplo, do ?Mensalão do PSDB? ? perpetrado, de
forma pioneira, com a ajuda do mesmo Marcos Valério, durante o governo
do Sr. Eduardo Azeredo, em Minas Gerais.
Esse é o caso do ?Escândalo do Banestado?, de desvio de mais de 100
bilhões de reais para o exterior, no qual foram indiciados vários
personagens ligados ao governo FHC, incluído o Sr. Ricardo Sérgio de
Oliveira, ?arrecadador? de recursos de campanhas do PSDB, perpetrado,
entre 1996 e 2002, também no Paraná, com a ajuda do mesmíssimo
?doleiro? Alberto Youssef, do atual escândalo da Petrobras.
Esse parece ser também o caso, do Trensalão do PSDB de São Paulo, que,
apesar de ter tido mais de 600 milhões de reais das empresas
envolvidas bloqueados pela justiça no dia 13 de dezembro, parece ter
sido coberto por um Manto da Invisibilidade digno de Harry Potter, do
ponto de vista de sua repercussão.
Seria ótimo se ? hipocrisias à parte ? o problema do Brasil se
resumisse apenas a uma briga entre ?bonzinhos? e ?malvados?.
Está claro que temos aqui, como ocorre em muitíssimos países, bandidos
recebendo propinas no desvio de verbas públicas, atuando como
?operadores? e facilitadores no trabalho de tráfico de influência, no
superfaturamento e na ?lavagem? de dinheiro e no envio de recursos
para o exterior.
E também empresários que se acostumaram, com o tempo, a pagar ou a ser
extorquidos, a cada obra, a cada licitação, a cada aditivo de
contrato, pelos ?intermediários? e oportunistas de sempre, e que já
sofrem sucessivas paralisações, atrasos e adiamentos nas grandes obras
que executam, que ocorrem devido a razões que muitas vezes escondem
interesses políticos que nem sempre correspondem aos do próprio país e
da população.
E padecemos, finalmente, ainda, da falta de coordenação e
entendimento, entre os Três Poderes da República, em torno dos grandes
problemas nacionais.
Leis, projetos e obras que são essenciais para o futuro do País, não
são discutidas previamente entre Executivo, Legislativo e Judiciário,
antes de serem encaminhadas para aprovação e execução, o que acaba
levando, nos dois primeiros casos, a relações de pressão e
contrapressão que acabam descambando no fisiologismo e na chantagem e
que afetam, historicamente, a própria governabilidade.
Na contramão do que imagina a maioria das pessoas, com algumas
exceções, ao contrário dos corruptos e dos ?atravessadores?, os homens
públicos ? incluindo aqueles que trabalham abnegadamente pelo bem
comum ? estão muito mais preocupados com o poder, para executar suas
teses, ideias e projetos, ou apenas exercê-lo, simplesmente , do que
com o dinheiro.
No embate político, ter recursos ? que às vezes chegam de origem nem
sempre claramente identificada, pelas mãos de ?atravessadores? que se
oferecem para ?ajudar? ? é essencial, para conquistar o poder, na
disputa eleitoral, e nele manter-se, depois, ao longo do tempo.
Esse é o elemento mais importante da equação. Mas ele só começará a
ser resolvido se houver uma reforma política que proíba,
definitivamente, a doação de dinheiro privado a agremiações políticas
e candidatos a cargos eletivos, promova a cassação automática de quem
usar Caixa 2 e aumente a fiscalização do uso dos recursos partidários
ainda durante o período de campanha.
Por mais que sejam importantes, e impactantes, as prisões dos
corruptos envolvidos no escândalo da Petrobras e a recuperação dos
recursos desviados, se não for feita uma reforma política, de fato,
elas não impedirão que mais escândalos ocorram, no financiamento de
novas campanhas, já nas próximas eleições?.

__._,_._
Anúncios